Ovulação e período fértil

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Ovulação e período fértil

Mensagem  Admin em Seg Abr 26, 2010 6:58 am

Ovulação é a liberação do óvulo a partir de um folículo maduro. A maioria das mulheres ovula todos os meses. Algumas mulheres percebem quando estão ovulando devido a sinais corporais como aumento da secreção vaginal, o que dá uma sensação de “umidade” nos genitais ou mesmo a presença de um muco transparente semelhante à clara de ovo. Outras mulheres podem sentir um desconforto na porção inferior do abdome ou perto da virilha quando estão ovulando. Isso é chamado de “dor do meio” (do ciclo) e está relacionada ao contato de líquido do folículo que se rompeu com a cavidade peritoneal. A produção de progesterona pelo corpo lúteo que se desenvolve após a ovulação pode causar sintomas pré-menstruais. Entre eles, é comum o inchaço do abdome, das mamas, dores nas mamas (mastalgia), retenção de líquidos, dor de cabeça e alterações do humor.
Ciclos menstruais regulares são característicos de ciclos ovulatórios. Por outro lado, alterações na ovulação costumam causar irregularidade menstrual ou mesmo a ausência de menstruação (amenorréia).
Várias doenças sistêmicas podem causar distúrbios ovulatórios. Problemas específicos do sistema nervoso central podem afetar o hipotálamo e/ou hipófise. Outras causas comuns são doenças da tireóide (hipo e hipertireoidismo), doenças do fígado, obesidade, tumores ou malformações dos ovários, insuficiência ovariana (menopausa precoce), hiperprolactinemia e síndrome dos ovários policísticos. Mudanças drásticas do peso corporal e estresse também podem influenciar na ovulação.

Marcadores de ovulação
A ocorrência de ovulação pode ser investigada através dos efeitos e modificações que ocorrem no organismo. Dentre eles, destacam-se a temperatura basal (TB) e o muco cervical. Dosagens hormonais no sangue ou urina e ultra-sonografia também podem verificar a presença ou não de ovulação.


Temperatura basal (TB)
Após a ovulação, o corpo lúteo secreta a progesterona. Este hormônio tem efeito no centro de regulação de temperatura corporal que fica no hipotálamo, aumentando em 0,5°C a temperatura basal (em repouso). Como a temperatura corporal varia com exercícios físicos, alimentação, vestimenta, etc., utiliza-se sempre a medida basal como parâmetro.
A temperatura basal anotada diariamente e relacionada com o dia do ciclo menstrual forma um gráfico. Se há elevação na segunda fase do ciclo (após o 14º dia), denomina-se padrão bifásico e está relacionado à ovulação. Entretanto, mesmo ciclos ovulatórios podem ter um padrão diferente, ou seja, monofásico. Isso é uma falha deste método para definir se houve ovulação.

A TB deve ser medida da seguinte forma:
Medir e anotar antes de qualquer atividade do dia.
Não beber café, fumar, etc.
Ficar com o termômetro por pelo menos cinco minutos (se o termômetro for de mercúrio).
Anotar diariamente, começando no primeiro dia do ciclo menstrual. Anotar também os dias da menstruação.



Muco cervical
O estrogênio causa mudanças cíclicas no colo uterino e no muco cervical. Ao longo da fase folicular, níveis crescentes de estrogênio estimulam as glândulas cervicais a produzir dez a trinta vezes mais muco. A elasticidade do muco aumenta. Nesta fase, a influência do estrogênio leva à formação de cristais semelhantes a folhas de samambaia no muco observado ao microscópio (fenômeno da cristalização). Em comparação, na fase lútea o muco cervical torna-se escasso, espesso, sem elasticidade, e não cristaliza com o padrão de “folhas de samambaia”.

Dosagens hormonais
Dentre os hormônios envolvidos no ciclo menstrual, o LH e a progesterona são usados como marcadores de ovulação.

LH
O LH aumenta 24 a 36 horas e atinge um pico 10 a 12 horas antes da ovulação. Exames de sangue ou (geralmente) urina podem sinalizar o período ovulatório.

Progesterona
A progesterona sangüínea é avaliada no meio da segunda fase do ciclo menstrual para confirmar a formação do corpo lúteo e conseqüentemente a ocorrência de ovulação.

Ultra-sonografia
Exames seriados de ultra-sonografia podem monitorizar o crescimento folicular e, posteriormente, a redução do tamanho do folículo que ocorre após a ovulação. Pode-se também observar pequena quantidade de líquido livre na pelve. A monitorização do desenvolvimento folicular deve se iniciar a partir do 10º dia do ciclo, quando o objetivo é orientar coito programado, inseminação ou fertilização in vitro. O folículo cresce por volta de 2 mm ao dia, rompendo-se ao atingir um diâmetro médio de 20 a 25 mm.

Biópsia de endométrio
É um exame invasivo que fica restrito a casos especiais. Geralmente é feito no consultório sem necessidade de anestesia com retirada de uma amostra da camada de revestimento do útero (endométrio). A análise microscópica do tecido é comparativa com as modificações esperadas para aquele dia do ciclo menstrual, concluindo-se se houve ovulação ou não.

Outros exames
Para investigação de doenças que podem afetar a ovulação alguns exames geralmente solicitados são:
TSH (hormônio tireoidoestimulante) e T4 livre: para investigar hipo e hipertireoidismo.
Prolactina: para o diagnóstico de hiperprolactinemia.
Testosterona, DHEAS (sulfato de deidroepiandrosterona), androstenodiona: para avaliar doenças que levam ao aumento da produção de hormônios androgênicos. Incluem-se aqui a síndrome dos ovários policísticos e a hiperplasia de supra-renal.
FSH e estrogênio (estradiol): solicitados quando a mulher está sem menstruações, para ver se ainda há folículos no ovário.
Outros exames podem ser pedidos de acordo com os achados clínicos e suspeita diagnóstica.

Cristalização
Na ovulação ocorre o aumento do hormônio estrógeno, que provoca o aumento dos níveis de sal no corpo da mulher. Este aumento de sal e mucina é bem evidente na saliva, onde é possível visualizar a formação de cristais em padrões que lembram uma samambaia. Este padrão em forma de “folhas de samambaia” pode ser visto quando a saliva é seca e observada com uma lente especial. Através deste método a mulher consegue identificar os períodos infértil, transitório e fértil.

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Ovulação - Sintomas, Indução e Supressão

Mensagem  Admin em Sab Maio 08, 2010 5:34 am

Ovulação é o processo no ciclo menstrual no qual o folículo ovariano maduro rompe e libera o ovo (oócito ou gameta feminino) que participa na reprodução. O processo de ovulação é controlado pelo hipotálamo do cérebro e através da liberação de hormônios (hormônio luteinizante e hormônio estimulador do folículo) secretados no lóbulo anterior da glândula pituitária.

Na fase pré-ovulação (folicular) do ciclo menstrual, o folículo ovário passa por uma série de transformações. Depois que isso acontece, forma-se um buraco pelo qual sai o ovo. A ovulação é desencadeada pelo pico na quantidade de hormônio luteinizante e hormônio estimulador do folículo liberados pela glândula pituitária. Após a ovulação, o ovo viaja através dos tubos de falópio até o útero. Caso o ovo seja fertilizado pelo esperma, pode ser implantado no útero 6 a 12 dias depois. Caso não seja fertilizado, o ovo se degradará nos tubos de falópio dentro de 24 horas.

Os poucos dias próximos à ovulação constituem a fase fértil. O tempo médio para a ovulação é de 14 dias no ciclo menstrual médio de 28 dias. É normal que o dia da ovulação varie da média, sendo comum estar entre o décimo e décimo-nono dia do ciclo menstrual. A duração do ciclo menstrual por si só não é um indicador confiável do dia da ovulação. Ainda que em geral ovulação mais cedo resulte em ciclo menstrual menor (e vice-versa), a fase pós-ovulação do ciclo pode variar em até uma semana de mulher para mulher.



Sintomas da ovulação
O começo da ovulação pode ser detectado por vários sinais e sintomas. As mulheres perto da ovulação experimentam mudanças no cérvix, no muco produzido pelo cérvix, e na temperatura basal. Além disso, várias mulheres experimentam sintomas secundário de fertilidade como mittelschmerz (dor associada à ovulação, do alemão "dor no meio") e sensibilidade mais forte aos odores. Muitas mulheres sentem elevação no desejo sexual nos dias antes da ovulação

Indução da ovulação
Em termos gerais, a administração de hormônio luteinizante ou hormônio estimulador do folículo pode induzir a ovulação e permitir a concepção. A indução da ovulação é um auxílio promissor para a concepção em mulheres com síndrome do ovário policístico e oligomenorréia.

Riscos da indução da ovulação
Todo medicamento para induzir a ovulação carrega o risco de efeitos colaterais. Um estudo recente levantou a possibilidade de relação entre os agentes que induzem a ovulação e elevação do risco de câncer no ovário.


Supressão da ovulação

A maioria dos anticoncepcionais hormonais visa a supressão da fase da ovulação do ciclo menstrual. Estradiol e progesterona, tomados em variadas formas de anticoncepcionais -- como pílula anticoncepcional, adesivos e injeção -- reproduzem os níveis hormonais do ciclo menstrual para inibir a ovulação.

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